A campanha Setembro em Flor, criada pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (Grupo EVA), traz uma mensagem essencial para todas as mulheres: a informação e a atenção ao próprio corpo são nossas maiores aliadas na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças.
Falar sobre o câncer ginecológico não precisa ser encarado com medo, mas como um ato de responsabilidade e carinho com sua vida e com quem você ama.
O cenário no Brasil: o que os dados do Inca nos mostram
O aparelho reprodutor feminino é composto por diferentes órgãos, e cada um deles merece atenção especial quando o assunto é prevenção.
- Câncer do colo do útero
Tumor que se desenvolve na parte inferior do útero. Na maioria dos casos, está associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). As principais formas de prevenção são a vacinação contra o HPV e a realização periódica do exame preventivo (Papanicolau ou teste de DNA-HPV).
- Câncer de endométrio
Afeta a camada interna do útero, o endométrio. É mais comum em mulheres após a menopausa. Além disso, outros fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da condição: obesidade, diabetes, alterações hormonais e histórico familiar. O sintoma mais clássico é sangramento vaginal após a menopausa.
- Câncer de ovário
Conhecido por ser o mais silencioso, desenvolve-se nos ovários e, frequentemente, não apresenta sintomas claros nas fases iniciais. Esse tumor está diretamente ligado às mutações genéticas hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2. Por isso, histórico familiar de câncer de mama ou ovário aumenta o risco.
- Câncer de vulva
Atinge a parte externa dos órgãos genitais femininos e costuma ser mais frequente em mulheres mais velhas, embora possa ocorrer nas mais jovens quando associado à infecção por HPV. Entre os sinais estão coceira persistente, dor, feridas que não cicatrizam ou alterações na cor e na textura da pele da vulva.
- Câncer de vagina
Tumor raro que se forma no canal vaginal. Também tem forte relação com a infecção pelo vírus HPV e com lesões pré-cancerígenas prévias.
Sinais e sintomas de alerta: escute seu corpo
Muitas vezes, as alterações no corpo começam de forma sutil. Fique atenta e procure um ginecologista se notar:
- Sangramentos vaginais anormais fora do período menstrual, após as relações sexuais ou após a menopausa.
- Corrimento incomum – corrimentos com odor forte, coloração acastanhada ou rosada e textura atípica.
- Dor ou desconforto pélvico e abdominal – dores persistentes na parte inferior da barriga ou durante a relação sexual.
- Inchaço ou distensão abdominal frequente – sensação contínua de barriga estufada ou saciedade precoce ao comer.
- Alterações vulvares – feridas, caroços, coceira crônica ou manchas na região externa.
- Alterações no hábito intestinal ou urinário – aumento da frequência urinária sem causa explicável.
Apresentar um desses sintomas não significa necessariamente que você tem câncer. No entanto, é importante agendar uma consulta médica e buscar orientação.
Como se prevenir?
A prevenção envolve atitudes simples no dia a dia e acompanhamento periódico com o ginecologista.
- Vacinação contra o HPV: disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos (com campanhas de resgate para adolescentes até 19 anos) e na rede privada para adultos até 45 anos. A vacina é a forma mais eficaz de barrar o surgimento do câncer do colo do útero, de vulva e de vagina.
- Exames preventivos periódicos: o tradicional exame preventivo e o teste de detecção do DNA-HPV identificam alterações celulares muito antes de se tornarem câncer.
- Uso de preservativo: reduz a transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis.
- Hábitos de vida saudáveis: manter o peso corporal adequado, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool protegem o organismo como um todo.
- Acompanhamento do histórico familiar: se há histórico de câncer ginecológico ou de mama na família, converse com seu médico sobre rastreamento genético ou preventivo individualizado.
Diagnóstico precoce: o tempo a seu favor
Quando um câncer ginecológico é descoberto em estágios iniciais, as chances de sucesso no tratamento ultrapassam os 90%, exigindo procedimentos frequentemente menos invasivos e preservando a qualidade de vida da mulher.
O check-up ginecológico anual não deve ser encarado como uma obrigação burocrática, mas um investimento no seu bem-estar e na sua tranquilidade.
Cuide-se hoje e sempre
Neste Setembro em Flor, convidamos você a colocar sua saúde em primeiro lugar. Agende sua consulta ginecológica, mantenha seus exames em dia e compartilhe essa informação com as mulheres que você ama.
Contamos com uma estrutura completa para consultas médicas, exames de imagem e de análises clínicas e profissionais especializados prontos para cuidar de você em todas as fases da vida com acolhimento, segurança e tecnologia.

