Setembro em Flor: o autocuidado e a prevenção dos cânceres ginecológicos  

A campanha Setembro em Flor, criada pelo Grupo Brasileiro de Tumores Ginecológicos (Grupo EVA), traz uma mensagem essencial para todas as mulheres: a informação e a atenção ao próprio corpo são nossas maiores aliadas na prevenção e no diagnóstico precoce de doenças. 

Falar sobre o câncer ginecológico não precisa ser encarado com medo, mas como um ato de responsabilidade e carinho com sua vida e com quem você ama. 

O cenário no Brasil: o que os dados do Inca nos mostram  

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                              O aparelho reprodutor feminino é composto por diferentes órgãos, e cada um deles merece atenção especial quando o assunto é prevenção.  

  1. Câncer do colo do útero  

Tumor que se desenvolve na parte inferior do útero. Na maioria dos casos, está associado à infecção persistente por tipos oncogênicos do Papilomavírus Humano (HPV). As principais formas de prevenção são a vacinação contra o HPV e a realização periódica do exame preventivo (Papanicolau ou teste de DNA-HPV). 

  1. Câncer de endométrio   

Afeta a camada interna do útero, o endométrio. É mais comum em mulheres após a menopausa. Além disso, outros fatores de risco contribuem para o desenvolvimento da condição: obesidade, diabetes, alterações hormonais e histórico familiar. O sintoma mais clássico é sangramento vaginal após a menopausa.  

  1. Câncer de ovário 

Conhecido por ser o mais silencioso, desenvolve-se nos ovários e, frequentemente, não apresenta sintomas claros nas fases iniciais. Esse tumor está diretamente ligado às mutações genéticas hereditárias nos genes BRCA1 e BRCA2. Por isso, histórico familiar de câncer de mama ou ovário aumenta o risco.  

  1. Câncer de vulva  

Atinge a parte externa dos órgãos genitais femininos e costuma ser mais frequente em mulheres mais velhas, embora possa ocorrer nas mais jovens quando associado à infecção por HPV. Entre os sinais estão coceira persistente, dor, feridas que não cicatrizam ou alterações na cor e na textura da pele da vulva. 

  1. Câncer de vagina 

Tumor raro que se forma no canal vaginal. Também tem forte relação com a infecção pelo vírus HPV e com lesões pré-cancerígenas prévias. 

Sinais e sintomas de alerta: escute seu corpo 

Muitas vezes, as alterações no corpo começam de forma sutil. Fique atenta e procure um ginecologista se notar:  

  • Sangramentos vaginais anormais fora do período menstrual, após as relações sexuais ou após a menopausa.  
  • Corrimento incomum – corrimentos com odor forte, coloração acastanhada ou rosada e textura atípica. 
  • Dor ou desconforto pélvico e abdominal – dores persistentes na parte inferior da barriga ou durante a relação sexual. 
  • Inchaço ou distensão abdominal frequente – sensação contínua de barriga estufada ou saciedade precoce ao comer. 
  • Alterações vulvares – feridas, caroços, coceira crônica ou manchas na região externa. 
  • Alterações no hábito intestinal ou urinário – aumento da frequência urinária sem causa explicável.

Apresentar um desses sintomas não significa necessariamente que você tem câncer. No entanto, é importante agendar uma consulta médica e buscar orientação. 

Como se prevenir?  

A prevenção envolve atitudes simples no dia a dia e acompanhamento periódico com o ginecologista. 

  1. Vacinação contra o HPV: disponível gratuitamente no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos (com campanhas de resgate para adolescentes até 19 anos) e na rede privada para adultos até 45 anos. A vacina é a forma mais eficaz de barrar o surgimento do câncer do colo do útero, de vulva e de vagina. 
  2. Exames preventivos periódicos: o tradicional exame preventivo e o teste de detecção do DNA-HPV identificam alterações celulares muito antes de se tornarem câncer. 
  3. Uso de preservativo: reduz a transmissão do HPV e de outras infecções sexualmente transmissíveis. 
  4. Hábitos de vida saudáveis: manter o peso corporal adequado, praticar atividades físicas regularmente, evitar o tabagismo e limitar o consumo de álcool protegem o organismo como um todo. 
  5. Acompanhamento do histórico familiar: se há histórico de câncer ginecológico ou de mama na família, converse com seu médico sobre rastreamento genético ou preventivo individualizado.

Diagnóstico precoce: o tempo a seu favor 

Quando um câncer ginecológico é descoberto em estágios iniciais, as chances de sucesso no tratamento ultrapassam os 90%, exigindo procedimentos frequentemente menos invasivos e preservando a qualidade de vida da mulher. 

O check-up ginecológico anual não deve ser encarado como uma obrigação burocrática, mas um investimento no seu bem-estar e na sua tranquilidade. 

Cuide-se hoje e sempre 

Neste Setembro em Flor, convidamos você a colocar sua saúde em primeiro lugar. Agende sua consulta ginecológica, mantenha seus exames em dia e compartilhe essa informação com as mulheres que você ama.  

Contamos com uma estrutura completa para consultas médicas, exames de imagem e de análises clínicas e profissionais especializados prontos para cuidar de você em todas as fases da vida com acolhimento, segurança e tecnologia. 

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