DIA MUNDIAL DA LUTA CONTRA HEPATITES VIRAIS

Por: Drª. Soraya Rezende (CRM 4314 | RQE 1807) – Infectologista e Diretora técnica do HSM

Em 2010, foi instituído pela Organização Mundial da Saúde, o Dia Mundial de Luta contra as Hepatites Virais, que é comemorado no próximo 28. No Brasil, a lei que institui o Julho Amarelo (13.802/19), a ser realizado a cada ano em todo o território nacional, foi sancionada pelo governo federal em janeiro deste ano, que veio para dar o devido destaque ao sinal de alerta que os números acerca das hepatites virais vêm emitindo a cada ano.

Segundo o Ministério da Saúde, milhões de pessoas no Brasil são portadoras do vírus das hepatites B e C e não sabem, correndo o risco de evoluírem para a doença crônica, cujas consequências mais graves são a ocorrência de cirrose ou câncer hepático. O Brasil registrou 40.198 casos novos de hepatites virais. O Boletim Epidemiológico 2018 informa que os casos da doença são maiores em homens de 20 a 39 anos.

A hepatite é a inflamação do fígado. Nem sempre as hepatites apresentam sintomas, porém os mais comuns são olhos e pele amarelados, cansaço, febre, mal-estar, tontura, vômitos, dor abdominal, urina escura e fezes claras. Os tipos mais comuns são causados pelos vírus A, B e C.

A vacina é uma forma de prevenção contra as hepatites do tipo A e B. Quem se vacina para o tipo B, se protege também para hepatite D. A vacina está disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). Para os demais tipos de vírus não há vacina e o tratamento é indicado pelo médico.

As principais medidas de controle das hepatites virais de transmissão sanguínea e sexual constituem-se na adoção de medidas de prevenção como o incentivo ao uso do preservativo nas parcerias sexuais, o não compartilhamento de objetos contaminados como lâminas e seringas, por exemplo.

Drª. Soraya Rezende – Infectologista

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